sábado, 27 de agosto de 2011

Eu tive amigos que não queria
E inimigos que ainda quero bem 

Música sem nome - Tópaz 

Esse orgulho cachoeirense! 

I'll stop the whole world
I'll stop the whole world from turning into a monster


Monster - Paramore

Fear


Eu me remexo uma, duas, três ou ainda mais vezes. Meus olhos se fecham, mas infelizmente não se mantêm assim. A falta de claridade parece me sufocar. Eu olho ao redor e enxergo as coisas distorcidas: meu moletom jogado no puff vira um gato, minhas coisas espalhadas na escrivaninha parecem formar um rosto, sombras dos mais diversos tamanhos parecem perambular meu quarto. Eu me escondo embaixo dos cobertores, tento pensar em aleatoriedades, tento rezar, tento me movimentar... De nada adianta. Tenho vontade de levantar, tomar um copo d’água, mas lembro do armário de vidro da cozinha e os reflexos que ele pode produzir. Não tenho coragem de mexer um músculo que seja e peço mentalmente que o tão esperado sono chegue, mas ele parece demorar séculos. Quando dou por mim, meu despertador está tocando... Já é outro dia. Dormi, como quase sempre durmo, no meio do emaranhado da minha imaginação fértil que tenta produzir inexistentes no escuro. É, sim, eu tenho medo do escuro. 

sábado, 6 de agosto de 2011

Procura-se inspiração!

Eu escrevo, e escrevo de novo. E apago, e apago de novo. Penso em muitas coisas e ao mesmo tempo não penso em nada. Se me escoro na parede para pensar, durmo. Se pego meu estojo, lembro que tenho prova para estudar. Se pego um livro, lembro dos obrigatórios da UFRGS. E depois de tudo isso, lembro que não escrevi no blog, e me aflijo. Será que escrever foi algo passageiro? Será que estou querendo dedicar a minha carreira para algo que não tenho dom? Será que serei uma escritora fracassada? Que meus poemas e romances vão estar enfiados em uma gaveta esperando, inutilmente, alguém descobri-los e expô-los a uma vida eterna? Será que realmente nasci para palavras, e não para números – que parece ser uma carreira mais óbvia?
Me sinto incompleta, perdida no misterioso mundo da incerteza, possuída pela vontade e impossibilitada de prosseguir. Venha me ver, minha querida amiga! Venha me fazer companhia de novo. Eu sinto tanto a tua falta, inspiração!