Para sempre. Ilusório. Mentiroso. Relativo. Em um momento o seu mundo gira não mais em torno do sol, mas em torno daquilo. No outro, vocês estão distantes e as coisas parecem fora de encaixe, soltas, perdidas. De amigos para sempre, vocês passam de “nos conhecemos há bastante tempo” em uma velocidade que carros de corrida invejariam. Você diz sofrer para sempre. O que você ainda não sabe, é que ele não existe. O para sempre, eu quero dizer. E você vai entender que o que mais vai chatear você não é o fato de o seu “para sempre” ter sido destruído, sem pena nem dó, mas o fato de você, depois de um tempo, não se importar. E ainda, em um segundo momento, você vai realmente não se importar, em ver que a outra parte do “para sempre” também não se importa. Não, isso não vai acontecer rápido. É gradativo, lento.
Mas não se preocupe, porque dá mesma forma que o seu "felizes para sempre" não existiu, o seu “sofrimento eterno” uma hora também irá se desmanchar e você achará outra coisa para criar a sua ilusão de felicidade. Não se sinta ofendido, seres humanos precisam disso, dessa sensação de estabilidade. Mas isso não significa que em algum momento ela não vá desmoronar também, talvez ela faça isso sim, ou ainda, talvez ela continue ali firme, quem garante não é? A moral de tudo é você arriscar.
Ou ainda, se você tem um emocional muito bom, e ama demais aquele alguém, espere o “para sempre” desmoronar e cole todo os pedaços com um pouco de amor e paciência. Se você conseguir, apareça aqui de novo e me conte a receita.