quarta-feira, 27 de outubro de 2010

o mundo de hoje


Tente ligar a televisão à noite. Tente ver as notícias que ali passam sem nem ao menos ficar apavorado: assaltos, mortes, torturas, fome, e tudo aquilo mais que você já sabe. Espere ele acabar e assista a novela. E então analise bem onde as coisas foram parar.
Cadê o amor? Onde foi parar o sentimento que é a cada dia mais difícil de se encontrar? Cadê a compaixão e a bondade? Eles praticamente não existem mais, ou pelo menos é muito raro encontrá-los. Digo, encontrar aqueles que se amam de verdade, que não se ajudam por interesse, que buscam a paz porque a querem e não para dar-lhe status. Hoje “te amo” é dito como bom dia, pra qualquer um que foi simpático contigo uma vez na vida.
Depois acham estranhas as pessoas que lêem. Se assustam com as pilhas de livros que se acumulam ao seu lado enquanto elas os “devoram”, um por um. Sabe porque lemos tanto? Para fugir de tudo isso. Para, pelo menos na nossa imaginação, conseguir ter o mundo quase-perfeito, em que o maior problema que pode existir é que ele ainda não sabe que ela gosta dele. Um mundo em que, no fim das contas, tudo fica maravilhoso, tudo acaba em festa. Um lugar limpo (ou é como imaginamos) sem os zilhões de papéis dos mais diferentes tipos pelas ruas, fora os lixos, os cachorrinhos abandonados, as crianças que esmolam por um pedaço de pão e as pessoas que estão precisando tanto de dinheiro que submetem sua imagem a uma das piores que pode existir: a de ladrão.  
Depois não entendem como conseguimos agüentar ler um livro inteiro. Não estamos só lendo por ler, estamos vivendo aqueles momentos junto com os mocinhos. Choramos, rimos, sofremos e vencemos junto com eles. Ou melhor, como eles. Onde foi parar então o nosso final feliz?

different relationship

Eu deveria saber que as coisas acabariam assim.Afinal, você entrou na minha vida quando eu mais precisava de alguém. Esteve do meu lado sempre, me apoiou e me ajudou a recuperar as forças até então perdidas.
Não que não estivéssemos juntos nos momentos felizes também. Encontrava-te nas festas e na lancheria da escola e deliciava-me contigo junto com o meu grupo de amigos. Passamos então a criar laços.
Era incrível a sua capacidade de me fazer feliz. Acho que era por isso que a cada dia que passava me tornava mais dependente de ti. Não conseguia sobreviver mais um dia sem te ter comigo. Começou então, a parecer algo como um casamento.
Mas as coisas mudaram radicalmente. E não adianta você dizer-me que não. Afinal, a balança e as centenas de produtos anti-acne no armário do banheiro não te deixam mentir.
Por isso que te suplico, quero meu divórcio, chocolate. Saia de minha rotina alimentar. Vá liberar endorfinas de outra pessoa!

                                                  

           Tudo bem, a quem estamos querendo enganar? Talvez você até consiga se ver livre de mim, mas nunca vou querer largar você. Meu vício perpétuo, chocolate.

first

Acho que tudo realmente começou em 2007. Eu estava na sétima série, e descobri a verdadeira paixão da minha vida. Não, não era um garoto, nem era uma coisa. Era uma vontade, vontade de mostrar para o mundo o que se passava na minha cabeça, vontade de expor as minhas duvidas, as minhas críticas. O que é essa vontade? Escrever. Escrever é para mim, senão um hobby, uma necessidade, um desabafo, a minha liberdade. E é para mantê-la que criei este blog. Um lugar onde eu possa mostrar o que se passa na minha cabeçinha.
Me chamam de Larissa, e a partir de hoje, aqui me encontras.