sábado, 25 de junho de 2011

Desculpa

Caro Senhor Inventor da Palavra Desculpa,

            Que bela porcaria o senhor fez, hein? Não me recordo direito, mas acredito que já sei de onde surgiu uma idéia tão idiota. Você deveria estar pulando na cama de sua mãe, com um copo de suco de uva – que com certeza mancharia o lençol novo dela – na mão. Ela devia estar te avisando: “querido, largue este copo”, e o que você fez? Fingiu não escutar, estava divertido, por que escutaria? E então, o copo caiu de sua mão. Você virou e disse: “desculpa”. Agora me conte... Adiantou? O lençol dela não manchou? Ou melhor, você pediu desculpas porque estava arrependido? É claro que não, pediu por medo de qualquer espécie de castigo.. Isso não é arrependimento.
            O problema é que agora muitos seguem teu mau exemplo. Não, não estão todos pulando por aí com copos de suco nas mãos, estão fazendo pior. Ofendem uns aos outros, machucam, matam, enfim, as notícias só rolam e ficam cada vez piores, e o que eles dizem no final? Desculpa.
            “Você me chamou de quê?”
“Desculpa.”
“Você me machucou!”
            “Desculpa.”
Enfim, você sabe, os casos são variados. O que me incomoda, não é a palavra e talvez a sua aplicação, mas a falta de sentido que ela tem hoje. Nem todos que pedem desculpas se sentem realmente culpados, na realidade, só fazem isso pra se livrarem da culpa e não sofrerem nenhum tipo de punição por ela.
Por isso te peço através desta carta, que crie uma outra invenção. Esqueça essa! As coisas já estão bem horríveis comigo. Não preciso de mais mentira, de mais falsidade, de mais lágrimas.. Já tem tanta sujeira por aqui, tanta coisa ruim. Quem sabe o senhor não poderia inventar um detector de mentira? Que fosse implantado em todos quando nascessem e os forçasse a não mentir, se não todos veriam e assim passariam vergonha. Talvez assim as pessoas não o fizessem. O que acha? Aguardo a tua resposta ansiosamente.

Atenciosamente,
O Mundo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

EKEEPCOOLER

        Sabe quando tu realmente dá valor pra idade que tens? Quando tu andas com pessoas mais velhas que tu, e vê como eles sentem falta e valorizam as coisas que faziam com a tua idade. Vê como eles dão valor a coisas que pra ti são tão comuns, como, sei lá, uma gincana de escola. 
       E sabe como eu sei disso? Eu curso o técnico de administração, na mesma escola em que curso o ensino médio. A gincana começou semana passada, e fazia muito tempo que eu realmente não me envolvia em uma competição como eu estou me envolvendo. E o motivo é porque eles realmente conseguem te envolver com a felicidade deles com ela. 
      Bem, aí vai uma palinha dá EKEEPCOOLER, a equipe da 402-MI, que vai vencer a gincana 2011 do Rodrigues Alves!


sábado, 28 de maio de 2011


Keep your feet on the ground
When your head's in the clouds


Brick by Boring Brick - Paramore

Forever

 Para sempre. Ilusório. Mentiroso. Relativo.  Em um momento o seu mundo gira não mais em torno do sol, mas em torno daquilo. No outro, vocês estão distantes e as coisas parecem fora de encaixe, soltas, perdidas. De amigos para sempre, vocês passam de “nos conhecemos há bastante tempo” em uma velocidade que carros de corrida invejariam. Você diz sofrer para sempre. O que você ainda não sabe, é que ele não existe. O para sempre, eu quero dizer. E você vai entender que o que mais vai chatear você não é o fato de o seu “para sempre” ter sido destruído, sem pena nem dó, mas o fato de você, depois de um tempo, não se importar. E ainda, em um segundo momento, você vai realmente não se importar, em ver que a outra parte do “para sempre” também não se importa. Não, isso não vai acontecer rápido. É gradativo, lento.
Mas não se preocupe, porque dá mesma forma que o seu "felizes para sempre" não existiu, o seu “sofrimento eterno” uma hora também irá se desmanchar e você achará outra coisa para criar a sua ilusão de felicidade. Não se sinta ofendido, seres humanos precisam disso, dessa sensação de estabilidade.  Mas isso não significa que em algum momento ela não vá desmoronar também, talvez ela faça isso sim, ou ainda, talvez ela continue ali firme, quem garante não é? A moral de tudo é você arriscar.
Ou ainda, se você tem um emocional muito bom, e ama demais aquele alguém, espere o “para sempre” desmoronar e cole todo os pedaços com um pouco de amor e paciência. Se você conseguir, apareça aqui de novo e me conte a receita.

domingo, 22 de maio de 2011

Johnny Deep e Penélope Cruz?

       O quê? Em um mesmo filme? Agora me pergunta se eu não enlouqueci ontem de noite quando fui ver Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas? Of course, I did. 
      Apesar de sentir falta de Orlando Bloom e Keira Knightley (personagens que foram retirados da trama por sua história não ter mais uma continuidade), foi impossível não gritar com esses dois lindos!


Raise Your Glass



So raise your glass if you are wrong,
In all the right ways,
All my underdogs,
We will never be never be anything but loud
And nitty gritty dirty little freaks
Won't you come on and come on and raise your glass,
Just come on and come on and raise your glass.


Raise your Glass - Pink

domingo, 17 de abril de 2011

Sinceridades

Eu sou daquele tipo de pessoa,
Daquele que depende do estado de espírito
Para estar ruim ou boa

Eu sou daquele tipo que não sabe falar de amor
Sem falar de dor.
Que não sabe falar de mundo
Sem citar a palavra imundo.
Que não sabe dizer mentiras
Sem a boca as revelar, metidas.

Que não sabe passar o dia sem um sorriso
Para dar, ou ganhar.
Que não sabe falar de infância
Sem falar das verdadeiras brincadeiras de criança.
Que não sabe dizer não
Mesmo quando a exige a situação.

Que é tímida
E não encontra saída.
Que é desastrada,
E a delicadeza logo não anda na mesma estrada.
Que é movida ao perfeccionismo,
E o abomina muitíssimo.

Eu sou daquele tipo normal.
As minhas características já se confundiram
Com a de alguma menina tal,
Talvez aquela que a ti os olhos pediram
Um pouco mais de atenção.