domingo, 27 de março de 2011

#100factsaboutme

        É, isso aí, uma tag mesmo. Fiz o Twitter recentemente, mas confesso que ainda não entendo sua utilidade.Porém, de vez em quando, surgem lá coisas interessantes. Uma delas são os 100 facts about me (100 fatos sobre mim), mas acho uma chatisse tu ter que escrever um por um, com uma limitação de 140 caracteres, para pessoas que você não vê porque elas gostariam de saber. No Twitter, assim como na maioria das redes sociais, as pessoas querem parecer ter rotinas maravilhosas, interessantes, quando nem sempre é assim. Isso não combina exatamente comigo.
       Vou contar-lhes porque decidi postar. Bem, são 100 fatos. Uma quantidade gigante de coisas sobre você mesma. O ser humano vive em constante metamorfose, por isso vou deixar essas coisas sobre mim aqui, e vou ler de vez em quando e ver como, certamente, não vou mais concordar com a maioria dos itens. O tempo vai passar e vou pensar de forma diferente. É legal ver o quanto você muda, o quanto você cresce. No Twitter, isso iria se perder em algum momento, aqui eu sempre vou tê-los gravados.
      Vamos lá, então!

1.       Tenho medo de quase tudo.
2.       Sou chocólatra, e isso não é um exagero.
3.       Gosto do meu nome.
4.       Amo a banda Paramore.
5.       Se pudesse escolher esse tipo de coisa, gostaria de ter o guarda-roupas da Hayley.
6.       Detesto matemática, apesar de ter facilidade.
7.       Tenho uma irmã mais nova, e mimo ela demais.
8.       Amo ler.
9.       Minha autora preferida é a Meg Cabot.
10.   Um dia quero ser uma escritora tão boa quanto a Meg.


11.   Minha melhor amiga é a minha mãe.
12.   Sei que quando realmente preciso não posso contar com quase ninguém.
13.   Sou perfeccionista, e isso não é uma qualidade.
14.   Acredito em espíritos, e enlouqueço só de imaginar em ver um.
15.   Morro de medo de cobras.
16.   A não ser chocolate, não tenho nenhum vício.
17.   Adoro jogar baralho.
18.   Não sei demonstrar muito bem o que sinto.
19.   Gosto das séries The Big Bang Theory e Friends.
20.   Sou tímida.


21.   Na infância, dançava Rouge, Broz, Floribella e Rebelde no meio da rua.
22.   Era viciada em RBD.
23.   Já tive uma tribal do chiclete BUZZ.
24.   Meu conto de fadas preferido é o Peter Pan.
25.   O Peter Pan é tudo o que eu gostaria de ser.
26.   Nasci no dia 25 de dezembro, e até hoje não enxergo nada de bom nisso.
27.   Eu faço curso de Inglês, e adoro esse idioma.
28.   Não tenho curiosidade de conhecer os Estados Unidos, com exceção de Nova Iorque.
29.   Acho Londres um sonho, e não posso morrer sem antes ir lá.
30.   Amo a Europa.

31.   É estranho, mas amo tudo o que é relacionado a porcos.
32.   Logo, não como carne de porco.
33.   Ainda não entendo a moral do Twitter.
34.   Acho minha vida monótona.
35.   Existem três amigas que daria minha vida pela delas.
36.   Me arrependo de não ter feito algumas coisas.
37.   Mas o que realmente fiz não merece arrependimentos.
38.   Meu pai diz que se eu fosse um homem, eu seria gay.
39.   Nunca tive contato com nenhum famoso.


40.   Nunca quebrei a perna ou o braço.
41.   Sempre quis quebrar a perna ou o braço.
42.   Via o anime Naruto só porque acreditava fielmente que o Sasuke e a Sakura ficariam juntos.
43.   Como o Sasuke virou um malvadão, parei de ver.
44.   Amo rocks, independente de que tipo que seja.
45.   Só não me venha com Emocore, por favor.
46.   Me considero eclética, já que são poucos os ritmos que acho insuportável.
47.   Gostaria que minha mãe tivesse a mesma idade que eu, e estudasse comigo.
48.   Meu irmão é um mala, mas eu não viveria sem a sua chatisse.
49.   Meu pai me entende como poucas pessoas fazem.


50.   Quero cursar Bacharelado em Letras no ano que vem.
51.   UFRGS está no topo da minha lista no momento.
52.   Sou intolerante a morango.
53.   Para mim, Coca-Cola é a melhor bebida do mundo.
54.   Sou uma das poucas pessoas do mundo que não gosta muito de férias.
55.   Não vejo a hora de começar a trabalhar.
56.   Não faço o item 55 agora porque estudo em dois turnos, e em alguns dias em 3.
57.   Sempre que meus pais vão ao mercado, trazem pra mim alguma coisa que eu goste.
58.   Gostaria de ser mais baixinha.
59.   Queria ter o pé menor.


60.   Nunca tive a sandália da Sandy.
61.   Considero 4 o meu número da sorte.
62. Para a qualidade mais maravilhosa de um ser humano é ser humilde.
63. Não gosto pessoas cheias de si.
64. Costumam dizer que sou simpática.
65. Adoro o jogo Banco Imobiliário.
66. Coleciono folhas de caderno.
67. Não tenho cachorros, nem gatos, só um casal de passarinhos.
68. Sou carente.
69. Fico triste fácil com as pessoas.

70. Finjo não ver um monte de coisas para não gerar brigas.
71. Sou rancorosa.
72. Se fosse ser um animal, gostaria de ser uma borboleta branca, porque pra mim ela simboliza a paz.
73. Ainda vou ter um mini-porco de estimação.
74. Titanic é o filme de romance mais comovente que existe.
75. Uma prova de Amor foi o filme que mais chorei vendo.
76. Gostaria de fazer um curso de moda, porque quando pequena pensava em ser estilista.
77. Depois que terminar Letras, quero fazer uma faculdade que não tenha nada a ver com a última.
78. Acho que esse ano vai ser melhor que o que passou.
79. Existem pessoas que me surpreendem a cada dia mais.

80. Nem sempre o item 79 é por um lado bom.
81. Sou Capricorniana, mas não sou ligada ao meu signo.
82. Se pudesse escolher o signo que eu seria, seria Taurina.
83. Acho o abraço a demonstração de afeto mais poderosa que existe.
84. Falo sozinha.
85. Durmo com a porta aberta e a luz da sala ligada porque tenho medo do escuro.
86. De vez em quando me lembro de algo engraçado em momentos impróprios e dou risada, obviamente, ninguém entende.
87. Não consigo contar piadas sem ter um ataque de risos.
88. Existem pessoas que eu amo de paixão e elas nem sabem disso.
89. Não sou do tipo que lê o horóscopo todo dia.

90. Confio em Deus, mas não na Igreja Católica.
91. As melhores roupas do mundo são os pijamas.
92. Me mudei 11 vezes desde que nasci.
93. Estudei em 8 escolas diferentes até 2010.
94. Se eu contar as creches, estudei em 11.
95. Não como cachorro-quente na rua, porque não sei fazer isso sem me sujar toda.
96. Quando estou nervosa só consigo rir.
97. Choro de raiva.
98. Odeio usar aparelho, com todas as minhas forças.
99. Sempre acham que sou mais velha do que realmente sou.
100. Tenho uma fobia gigante de palhaços.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dona Morte

Encontrei com ela uma vez. A princípio parecia um borrão negro, assutou-me. Mas ao aproximar-se foi tomando forma. O “borrão” que no começo assutava-me, agora conseguia me encantar. Era linda! Não entendo como as pessoas sempre tiveram dela uma visão oposta. Não trocamos uma palavra sequer, não me convidou para nenhum passeio sem volta, como sempre imaginei que convidaria. Apesar de falta de comunicação, consegui ver em seus olhos uma cor de saudade, nostálgica. E, de repente, já via toda a minha vida passar por meus olhos. Era como se tivesse mergulhado na cor de sua íris, e neste oceano acastanhado encontrasse todos os capítulos de minha história: o primeiro dente-de-leite que caiu, as pedaladas de bicicleta independentes de rodinhas auxiliares, os tombos que se sucederam, as séries iniciais que cursei na escola, as derrotas sofridas, as vitórias conquistadas.. tudo.  E o que aconteceu depois, eu já havia imaginado: me convidou para aquele passeio sem volta. Prometeu-me em troca, me deixar viver em um lugar maravilhoso, onde as maldades humanas que via ao meu redor lá não existiam, onde os pássaros vivam livres e o sol reinava juntamente com a brisa leve da primavera. O convite era tentador, tanto quanto era para mim inaceitável. A Morte era simpática, e quase me persuadiu com o seu encanto, mas não era a tranqüilidade que me oferecera que queria ter naquele momento. Era, por incrível que pareça, os altos e baixos da vida o que eu mais almejava. Pois só neles é que aprenderia a verdadeira forma de aproveitar essa tranqüilidade. A Morte é algo fácil, transparente, já a vida essa sim é a verdadeira dificuldade. Estar vivo é uma grande conquista, a maior de todas elas. Sinta-se um vencedor!




post-scriptum: Ao contrário do que dou a entender, nunca "quase-morri", tive a idéia deste texto após ver um documentário do Discovery Channel. Ah, outra coisa, gamei na cara de contente do menino do primeiro lugar, escolhi esta fotografia só por causa dele, nem iria colocar nada.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sociedade

Talvez na sociedade
Falte vida, falte amor,
Falta paz, falte amizade
Mas nela não há de faltar a diversidade.

Claros, morenos,
Rebeldes, serenos,
Bonitos, estranhos,
Deste planeta de sonhos.

Todos com sua história,
Com sua jornada para seguir.
Todos contando com vitórias
Que um dia irão conseguir.

Gente como a gente
Que nasceu em família diferente.

Porque existe o preconceito então?
Porque existe a desigualdade?
Se todos vão parar embaixo do mesmo chão
Quando a morte anunciar a nossa liberdade.
      Hoje terminei de ler o último livro da coleção "O Diário da Princesa", da maravilhosa autora Meg Cabot. E, nas últimas páginas do livro, teve um parágrafo que me chamou muito a atenção, por me lembrar minha última postagem. Portanto, estou postando-lhe aqui.


     "E isso é, quando você vai envelhecendo, perde coisas, coisas que não necessariamente se quer perder. Algumas coisas são simples como... Bem, seus dentes pequenos quando você era uma criança, e como eles fazem o caminho para os dentes adultos. 
     Mas com a idade, você perde outras, mais importantes, como amigos - espero que só amigos ruins - que talvez não eram tão bons pra você. Com sorte, você será capaz de manter seus verdadeiros amigos, aqueles que sempre estavam lá por você... Mesmo quando você pensava que não estavam. Porque amigos são mais preciosos que todas as tiaras do mundo. E também aprendi que há coisas que você quer perder, como o chapéu da formatura que você joga no ar. Quero dizer, porque você iria segurá-lo? Escola é um saco. Pessoas dizem que foram os melhores quatro anos de suas vidas - essas pessoas mentem. Quem quer viver os melhores anos de sua vida na escola? Escola é algo que todo mundo quer perder. 
    E depois há coisas que você pensou que queria perder, mas não... e agora está feliz por não tê-lo feito."


                                        O Diário da Princesa - Princesa para Sempre

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A verdade mesmo é que eu estou cansada. Cansada e confusa. Me perdi em um emaranhado de idéias e compromissos, e neles já não consigo encontrar-me. Estou entre os problemas de que a maioria dos jovens de 15 anos tem, e os que por ventura o destino anda me oferecendo. Minha verdadeira vontade era não pensar em tudo isso, ter tempo para dormir até tarde, fugir de tudo, fingir que ainda tenho cinco anos.
O problema é que aquelas roupas já não se ajustam mais em meu corpo, meus brinquedos não são mais utilizados, não tenho mais tanta disposição para brincar de pega-pega (tenho sono, tenho preguiça), os doces ainda são uma verdadeira paixão, mas não tão intensa como era há uns dez anos atrás. Ventos carregados de saudade que sopram sobre mim. Saudade da minha despreocupação com o meu futuro. Saudade de minha mãe me colocar de baixo de asa, e isso servir para dar meus problemas por resolvidos. Saudade de o rancor ser um sentimento desconhecido. Saudade de amores serem platônicos. Saudade de o mundo parecer grande demais para mim. E muita saudade de fazer amigos facilmente, e com eles formar elos que parecem nunca se desmanchar.
Porém, isto tudo já aconteceu. E dificilmente um raio cai duas vezes em um mesmo lugar. Nunca mais terei o que tive. Hoje estou caminhando para o desconhecido, para a idade da liberdade, para os amores mais intensos, para os sorrisos mais largos e também para as lágrimas mais grossas, para o encontro com o que um dia eu serei. E este extenso caminho é chamado de um nome bem comum: futuro. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

o mundo de hoje


Tente ligar a televisão à noite. Tente ver as notícias que ali passam sem nem ao menos ficar apavorado: assaltos, mortes, torturas, fome, e tudo aquilo mais que você já sabe. Espere ele acabar e assista a novela. E então analise bem onde as coisas foram parar.
Cadê o amor? Onde foi parar o sentimento que é a cada dia mais difícil de se encontrar? Cadê a compaixão e a bondade? Eles praticamente não existem mais, ou pelo menos é muito raro encontrá-los. Digo, encontrar aqueles que se amam de verdade, que não se ajudam por interesse, que buscam a paz porque a querem e não para dar-lhe status. Hoje “te amo” é dito como bom dia, pra qualquer um que foi simpático contigo uma vez na vida.
Depois acham estranhas as pessoas que lêem. Se assustam com as pilhas de livros que se acumulam ao seu lado enquanto elas os “devoram”, um por um. Sabe porque lemos tanto? Para fugir de tudo isso. Para, pelo menos na nossa imaginação, conseguir ter o mundo quase-perfeito, em que o maior problema que pode existir é que ele ainda não sabe que ela gosta dele. Um mundo em que, no fim das contas, tudo fica maravilhoso, tudo acaba em festa. Um lugar limpo (ou é como imaginamos) sem os zilhões de papéis dos mais diferentes tipos pelas ruas, fora os lixos, os cachorrinhos abandonados, as crianças que esmolam por um pedaço de pão e as pessoas que estão precisando tanto de dinheiro que submetem sua imagem a uma das piores que pode existir: a de ladrão.  
Depois não entendem como conseguimos agüentar ler um livro inteiro. Não estamos só lendo por ler, estamos vivendo aqueles momentos junto com os mocinhos. Choramos, rimos, sofremos e vencemos junto com eles. Ou melhor, como eles. Onde foi parar então o nosso final feliz?

different relationship

Eu deveria saber que as coisas acabariam assim.Afinal, você entrou na minha vida quando eu mais precisava de alguém. Esteve do meu lado sempre, me apoiou e me ajudou a recuperar as forças até então perdidas.
Não que não estivéssemos juntos nos momentos felizes também. Encontrava-te nas festas e na lancheria da escola e deliciava-me contigo junto com o meu grupo de amigos. Passamos então a criar laços.
Era incrível a sua capacidade de me fazer feliz. Acho que era por isso que a cada dia que passava me tornava mais dependente de ti. Não conseguia sobreviver mais um dia sem te ter comigo. Começou então, a parecer algo como um casamento.
Mas as coisas mudaram radicalmente. E não adianta você dizer-me que não. Afinal, a balança e as centenas de produtos anti-acne no armário do banheiro não te deixam mentir.
Por isso que te suplico, quero meu divórcio, chocolate. Saia de minha rotina alimentar. Vá liberar endorfinas de outra pessoa!

                                                  

           Tudo bem, a quem estamos querendo enganar? Talvez você até consiga se ver livre de mim, mas nunca vou querer largar você. Meu vício perpétuo, chocolate.